Bianca chegou em casa com uma sacola pequena, escondida atrás das costas, e um sorriso que Juliana já conhecia bem — aquele sorriso de quem estava prestes a propor alguma loucura.
Três anos de casadas, e a intimidade entre elas sempre tinha um ritmo próprio: bocas, línguas, dedos. Sexo oral era o território sagrado do casal, o lugar onde as duas se entendiam sem pressa, sem cobrança, só entrega. Penetração nunca tinha sido bem o forte delas — nunca pareceu necessário.
Até aquela noite.
— Comprei uma coisa — Bianca disse, sentando na cama, a sacola ainda escondida. — E quero que você confie em mim.
Juliana ergueu uma sobrancelha, curiosa, deitando-se de lado, o corpo já relaxado depois do banho, a pele ainda úmida e cheirando a sabonete.
— Que coisa?
Bianca tirou da sacola uma cinta com prótese, discreta, de silicone macio, e um pequeno tubo dourado.
— Uma cinta. E isso aqui — ela girou o tubo entre os dedos — é um gel. Estimula o ponto G. Deixa tudo mais sensível, mais intenso. Vi as meninas comentando na loja que a sensação é de pulsar por dentro, quase como se a boceta contraísse sozinha, de tão forte que é.
Juliana sentiu o corpo formigar só de ouvir. Ela sempre foi curiosa, só nunca tinha tido o empurrãozinho certo.
— Vem cá então — ela sussurrou, puxando Bianca pelo pulso.
As roupas caíram sem pressa. Bianca beijou o pescoço de Juliana devagar, descendo pelos seios, mordiscando de leve, sentindo a respiração da esposa acelerar contra sua boca. As mãos de Juliana se perdiam no cabelo dela, guiando, pedindo mais.
Quando Bianca desceu de vez, a língua encontrando o clitóris já latejante, Juliana gemeu alto, os quadris subindo ao encontro da boca da esposa. Era o território conhecido, o lugar onde as duas nunca erravam — e ainda assim, algo naquela noite parecia diferente, elétrico, como se ambas soubessem que o que vinha depois mudaria tudo.
Bianca pegou o tubo do Excitation e espalhou uma pequena quantidade nos dedos, aquecendo o gel antes de levá-lo à entrada do canal vaginal de Juliana, bem no ponto G. O efeito foi quase imediato — um calor que se espalhou de dentro para fora, uma pulsação que fez Juliana arquear as costas e soltar um gemido rouco, surpreso.
— Nossa… — ela ofegou. — Tá pulsando sozinho, Bi… parece que a boceta tá se contraindo por conta própria…
Bianca sorriu, satisfeita, ajustando a cinta no próprio corpo. A prótese era firme, mas não intimidadora, do tamanho perfeito para a primeira vez das duas. Ela se posicionou entre as pernas de Juliana, que já estava ensopada, os lábios inchados e vermelhos, o corpo implorando por mais.
— Posso? — Bianca perguntou, a ponta da prótese roçando na entrada.
— Vai… — Juliana gemeu, puxando-a pelo quadril. — Por favor…
A penetração foi lenta, cuidadosa, Bianca observando cada reação no rosto da esposa. Assim que a prótese encontrou o ponto sensibilizado pelo gel, Juliana soltou um gemido alto, quase um grito, as unhas cravando nas costas de Bianca.
— Ai, meu Deus… isso… isso é surreal…
O calor pulsante do gel combinado com o atrito da prótese criava uma sensação que Juliana nunca tinha sentido — como se cada estocada fizesse o próprio corpo responder em ondas, contrações involuntárias que apertavam a prótese por dentro. Bianca sentia isso também, o cabo interno da cinta pressionando seu próprio clitóris a cada movimento, o prazer sendo genuinamente mútuo.
— Fala pra mim o que você sente — Bianca pediu, o ritmo ganhando velocidade, os quadris batendo suave contra o corpo de Juliana.
— Parece que… que a boceta inteira tá pulsando junto com você… cada vez que entra eu sinto tudo se apertando sozinho… — Juliana mal conseguia formar frases, o prazer tomando conta, os gemidos cada vez mais altos, mais desesperados.
Bianca acelerou, uma mão apoiada na cama, a outra descendo até o clitóris de Juliana, massageando em círculos no mesmo ritmo das estocadas. Foi demais. Juliana gemeu o nome da esposa, o corpo todo tremendo, as pernas se fechando ao redor do quadril de Bianca enquanto o orgasmo a atravessava em ondas, uma contração atrás da outra, intensa, prolongada, diferente de tudo que ela já tinha sentido antes.
Bianca não segurou muito mais — sentir Juliana se contrair daquele jeito, ouvir os gemidos entrecortados, ver o rosto da esposa se render completamente, foi o suficiente para levá-la ao próprio limite. Ela desabou ao lado de Juliana, as duas ofegantes, suadas, se entreolhando com aquele riso cúmplice de quem tinha acabado de descobrir algo novo — e delicioso — sobre a própria intimidade.
— A gente definitivamente vai repetir isso — Juliana disse, ainda recuperando o fôlego.
— Eu já sabia que ia gostar — Bianca sorriu, beijando-a devagar. — Só precisava do empurrãozinho certo.
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